sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Essência Poética

Necessito de um grandioso tema

Algo que me faça muito pensar

Uma ideia flamejante e raivosa

Quero um raio em minha alma vazia e chata


Peço por luz, palavras e vida

Suplico por uma vida de autor

Não serei fruto de uma mentira

Minha ânsia é forte, mesmo sem tema


Por favor, alguém viu um verso solto?

Minhas estrofes precisam viver.

Eu preciso da poesia do bardo!


Onde está meu lampejo poético?

Meu eu lírico precisa renascer.

Eu preciso da poesia do óbvio!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Alice

Disparatada, ou seja, nonsense

Misteriosa, linda e bela Alice

Filha da imaginação de Carroll

Figura sublime da fantasia


Entre os espelhos e maravilhas

Surpresas, enigmas e criaturas

No Tamisa a forma é tomada

E dessa forma, entramos no surreal


Oh coelho branco sempre apressado

Sua toca revela o fantástico

Entre as desordens cronológicas


Oh confusão tremendamente louca

Cartas carrascos, lagarta e arara

Mas que país é esse Rainha de Copas?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Tapete Vermelho

Minha historia é cinematograficamente depressiva, mas não quero falar sobre ela, meu desejo nesse momento ilustre é apenas conversar com as paredes e objetos desse local. Para entender um homem pardo, alto e magro, de olhos cansados e com voz rouca, provavelmente com a saúde debilitada pelas extravagancias da boemia, somente um terapeuta, mas não quero ser compreendido, então dispenso uma consulta no momento.

Entre os objetos desse espaço que me encontro, o que me causa mais medo é o bendito espelho, ele é grande e antigo, com bordas douradas e bem trabalhadas, não parecia ser feito em industria, mas sim por um grande artista.

Confesso que sempre tive medo de confrontá-lo, sua imensidão revela todo meu corpo frágil e esquelético, mas hoje vou encará-lo e será agora.

Confrontando o espelho na parede desta sala fúnebre, posso observar as minhas marcas, cicatrizes e desinteresse, causadas pela falta de mim mesmo.

Mesmo ao olhar com olhos sem força, posso ver no reflexo do vidro meus cabelos cãs. O espelho me mostra a verdade sem pejo, não teme revelar minha face de casmurro e apresentar meu estado abaçanado.

É duro ver o homem dentro do vidro, as lembranças ruins parecem mais fortes e intensas, elas sufocam meus dias de glória, não consigo controlar minha angústia, penso em chorar, mas não faço isso, vou até a estante com passos contados para pegar minha fuga mental e emocional.

Olho para garrafa fixamente, porém há algo mais que chama, então, de soslaio percebo que existe um copo ao alcance de minha mão esquerda, é um sinal.

Pálido, fusco e baço, penso em mergulhar sem equipamentos no oceano profundo, tomado da fúria mais perversa do álcool. Entono com minhas ânsias entrei no mar negro sem saber nadar. Nunca fui bom em controlar a bebida, por isso, na maioria das vezes nem lembro das noites de farra e embriagues.

Não preciso de gelo, prefiro puro e amargo. Os goles são violentos, a cada compasso do meu coração, percebo minha alteração de humor, parece que meu sangue já está corrompido e o cérebro se encontra cada vez mais confuso e afetado pelo Whisky.

As horas passam, o tempo passa e tudo está cada vez mais diferente, posso ver que a garrafa já não tem a mesma cor. Com vontade fraca, tonto e ébrio, somente observo meu cavalo branco, agora seco e ausente jogado no canto da sala, fazendo contraste com o tapete vermelho. Em menos de uma hora, meu caro e envelhecido cavalo está sem uma gota de sangue em seu conteúdo. Vejo com olhar de pré-ressaca, lamento com olhos de alcoólatra, e penso sobre minha própria vontade; quanta sede seca podemos sentir quando queremos afogar os pensamentos antigos.

Bêbado não vejo problema em ensimesmar-me, nesse estado é fácil meter-se comigo mesmo, além de tudo sou entono, ou seja, orgulhoso e arrogante.

Percebo que falta algo nesta sala, quem sabe não seria uma bela mulher? Talvez não, quero ficar só com meus botões. Uma música talvez me desperte sentimentos adormecidos, a musica sempre tem mais poder na mente de um cara ferido pelas doses. Então, sem mais pensar é isso que faço. Arrasto-me até o controle remoto para dar o play, nem mesmo lembro qual é a primeira música que está no pen-drive, porém isso não tem importância, deixo a escolha nas mãos do destino.

Após tocar o botão com minha mão cansada e trêmula, escuto uma voz marcante, poética e feminina. Após uma masturbação mental, se passou doze horas até esse momento, nada poderia ser mais perfeito, como os marinheiros que são enfeitiçados com o canto da sereia, meus ouvidos alcoolizados são seduzidos pela voz de Bethânia.

A cada verso da bela música, sinto minha alma mais leve, escuto todas as faixas que minhas forças permitem, é tão lindo, algo puro e apaixonante. Nada mais importa, estou em harmonia com as paredes, os objetos e com o ar, nem mesmo a ressaca de amanhã vai me fazer mal. Canto sem saber cantar, danço sem saber dançar e curto o porre desse momento, penso que nesse instante, nem sei por que estava deprimido.

Com o caminhar do destino a música está cada vez mais lenta, mais baixa, já não canto, minhas pernas não bailam, mas como poderiam? Me encontro em pré-desmaio estirado no tapete vermelho, neste caso, só resta-me dormir e sonhar com algo que provavelmente não lembrarei ao acordar, olho no relógio com extrema dificuldade, parece ser agora quatro e treze da madrugada, boa noite...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Deusa da Caça

Seu sexo é gostoso de ver, sentir e ouvir

É maravilhoso estar em você

Mesmo aqui do outro lado sinto seu cheiro

Já adorava o desenho do seu rosto

Amava os traços de sua boca embriagada

Agora com seu corpo revelado mergulho na tentação

Então te desejo de forma voraz e animal

Minha língua pode imaginar seu corpo

Pode até mesmo sentir seu sexo molhado

Quanta tentação, quanto gozo, é muito tesão!

Os detalhes deu seus lábios são perfeitos

Ela é tão pequena e delicada

Tenho medo de destrui-la com minha vontade

Você me faz voltar na minha forma mais animal

Estou sexualmente apaixonado pelo seu corpo

A hipnose dos seus movimentos me traz múltiplos orgasmos

As vezes me perguntou se foi um feitiço

Que delícia é o entrelaçar de suas pernas no meu colo

Você é doce e perversa,

Adoro ver você amarrada implorando pra fazer amor

Sua sexualidade se revela com cada pingar de gota quente

Quando vejo sua boca cheia do néctar do amor nada mais importa

A cada noite minha virgindade é perdida dentro de você

E sei que você sempre será uma ninfa em meus braços

Não poderia esquecer dos seus seios divinos

Quanta formosura, seu mamilo é simplesmente perfeito

O desenho e os detalhes, até mesmo a cor de sua pele o valoriza

Pensado em seu seios confesso que estou com os lábios molhados

E com os olhos fechados volto sem pejo imaginar

Imaginar o seu olhar sexy e chapado

Preciso de você aqui

Você é fera, caça e caçadora

Seu nervosismo complicado me apavora e me faz querer-te

Não poderia existir outra depois que conheci suas formas

Jamais imaginaria uma ânsia tão extravagante

Não nessa madrugada

Não hoje minha bela e louca mulher

Agora você já pode deitar–se

Fique nua e jogue longe essa lingerie mínima

Vou velar seu sono e fazer amor com você enquanto sonha

A lua e as paredes serão as únicas testemunhas da minha perversão

Você de bruços agora é minha presa novamente

Então somente sinta, sinta, sinta...profundamente...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Passado Lívido

Hoje não,

Essa é a hora de partir,

Nem pense em me machucar

Você não ousaria romper seus limites


Sua Tolice sem saber amar é cega

Por isso estou agora sorridente

Chegou minha vez moça

Hoje sim,


Digo isso,

Sem remorso, sem dor

Essa forma somente te fez suja

Moça, você é insana apesar do saber


Quem deliciaria seu corpo como eu?

As minhas gotas você não terá

Mas logo viram as suas

E provarei


No verão

Ah que Verão Quente e egoísta

Nesse não, mas no próximo verão

Lá estarei vendo você destruida de paixão


Mas sou rapaz humilde e te estenderei a mão

Porém, nada mais terá a não ser pena

Pois, conheço seu lado de naja

Me calo


Sem mais,

Olho na perdição do seu olhar

E com uma dor de lembrança esqueço

Esqueço a sua face jovem, formosa e livida

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Décimo de Janeiro

Aqui a observação não é muito observada

Além daquele branco que me faz pensar na vida

Esta que nada tem a ver com a verdade social


Com agulhas no meu corpo me sinto vunerável

Sou humano, sou uma pessoa a merce da vida

Mas tambem descobri algo importante, posso ser mais


Faço minhas escolhas erradas, então resultados errados


Faço minhas escolhas certas, então resultados certos

Oitavo de Janeiro

A principio você transpira, mas esta com frio e trêmulo

Em seguida as coisas ficam escuras e ofuscadas

Logo após, suas veias fervem e parecem explodir


Mas tudo passa, sete vidas, é só um sinal, a foto foi tirada

Um sinal divino, todos temos uma nova chance

Somos fruto de nosso criador, fazemos parte da alma do mundo


Sempre fiz perguntas erradas, mas farei as corretas agora


Sempre tive respostas erradas, mas terei as certas agora